*Ou aqueles panfletos que vocë recebe na Rua Felipe Schmidt
"REVELAMOS SEU FUTURO!
Ai que voce está enganado. Sou Babalorixá á 40 anos, Vidente, vejo tarô Oriental, Ciganos e Búzios, Diploma de Honra ao Mérito na casa Afro-Brasileira de Brasília. Presidente da Federação Umbandista do Estado de Santa Catarina. Diploma de Honra ao Mérito Corte Suprema da UBRACH, faço previsões para grandes revistas, Jornais e TV.
Antes de iniciar qualquer negócio, consulte..."
E ai, vai encarar?
domingo, 3 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Cuidado com o Darth Vader
Estava eu, num daqueles dias típicos em que parece que nada diferente vai acontecer, a caminho da universidade...no ônibus UFSC semi direto.
Estou lá no meu mundinho, com o Ipod a toda, quando entra um Darth Vader no ônibus. No início, todo mundo olhou meio de surdina, com risinhos abafados. Eu o observei atentamente: capa, espada, capacete e sapato preto. Ou melhor, um all star preto. Nossa, até o Darth Vader usa all star..que tênis popular esse...os vilões, os heróis e as princesas gostam...
Quando ele foi passar pela catraca, não tinha créditos no cartão do passe. O cobrador riu, assim como o ônibus inteiro. "Como o Darth Vader, logo o Darth Vader, conquistador das galáxias mais longínquas, vai ser barrado logo na catraca do ônibus?" Ainda se fosse um ônibus espacial eu entenderia...
Sorte que um amigo bancou a passagem dele, mas seria extremamente cômico os outros estudantes fazerem uma vaquinha. "E ai cobrador, aceita passe do R.U? Vale R$1,50"
*Acho que qualquer dia, irei fazer o mesmo, mas vestida de Princesa Lea...
Estou lá no meu mundinho, com o Ipod a toda, quando entra um Darth Vader no ônibus. No início, todo mundo olhou meio de surdina, com risinhos abafados. Eu o observei atentamente: capa, espada, capacete e sapato preto. Ou melhor, um all star preto. Nossa, até o Darth Vader usa all star..que tênis popular esse...os vilões, os heróis e as princesas gostam...
Quando ele foi passar pela catraca, não tinha créditos no cartão do passe. O cobrador riu, assim como o ônibus inteiro. "Como o Darth Vader, logo o Darth Vader, conquistador das galáxias mais longínquas, vai ser barrado logo na catraca do ônibus?" Ainda se fosse um ônibus espacial eu entenderia...
Sorte que um amigo bancou a passagem dele, mas seria extremamente cômico os outros estudantes fazerem uma vaquinha. "E ai cobrador, aceita passe do R.U? Vale R$1,50"
*Acho que qualquer dia, irei fazer o mesmo, mas vestida de Princesa Lea...
sábado, 19 de março de 2011
Filosofando por aí (de novo!)
Então...é isso.
Prometi-me que ia ter um blog. E que, diferentemente da maioria das pessoas, não iria abandoná-lo. Mas abandonei.
Isso foi uma resultante não desejada, mas que, como por vontade própria, aconteceu.Em primeiro lugar, fiquei bastante desmotivada em cronicar. Recebi críticas pesadas e passei a questionar meu estilo. Comecei a achar tudo que escrevia, desculpem o termo, uma merda. Não quis mais escrever. Até meu caderninho de anotações foi deixado de lado. Dediquei-me ultimamente ao texto de TV: curto, direto, sem floreios...Parei de pensar em forma de crônica, e isso tem me ajudado a ser objetiva, mas nem tão criativa. Talvez por isso tenho twittado tanto (140 caracteres requerem extrema objetividade!)
Mas algo aconteceu nos últimos dias. Durante uma aula de Redação VIII, mais especificamente. A minha paixão pelo jornalismo (e por escrever!) foi reacendida. Sai de lá empolgada, pensando em escrever grandes reportagens, jornalismo literário, livros, crônicas, roteiros de teatro, e até, por que não, novelas!
Enfim, senti a criatividade na minha vida novamente. Assim, preparem-se! Lu está de volta! anyway, para os que não conhecem ou preferem um pouco mais de objetividade, acompanhem o @luizafregapani
Prometi-me que ia ter um blog. E que, diferentemente da maioria das pessoas, não iria abandoná-lo. Mas abandonei.
Isso foi uma resultante não desejada, mas que, como por vontade própria, aconteceu.Em primeiro lugar, fiquei bastante desmotivada em cronicar. Recebi críticas pesadas e passei a questionar meu estilo. Comecei a achar tudo que escrevia, desculpem o termo, uma merda. Não quis mais escrever. Até meu caderninho de anotações foi deixado de lado. Dediquei-me ultimamente ao texto de TV: curto, direto, sem floreios...Parei de pensar em forma de crônica, e isso tem me ajudado a ser objetiva, mas nem tão criativa. Talvez por isso tenho twittado tanto (140 caracteres requerem extrema objetividade!)
Mas algo aconteceu nos últimos dias. Durante uma aula de Redação VIII, mais especificamente. A minha paixão pelo jornalismo (e por escrever!) foi reacendida. Sai de lá empolgada, pensando em escrever grandes reportagens, jornalismo literário, livros, crônicas, roteiros de teatro, e até, por que não, novelas!
Enfim, senti a criatividade na minha vida novamente. Assim, preparem-se! Lu está de volta! anyway, para os que não conhecem ou preferem um pouco mais de objetividade, acompanhem o @luizafregapani
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Padrões, gerações...
Você conhece as diferentes gerações? São os Baby boomers, geração X, Y e até a Z!
Os baby boomers (aqueles que nasceram entre 1946 e 1964) são leais à empresa em que trabalham, vem de uma situação pós guerra. São a Juventude libertária: tomaram conta dos centro acadêmicos, grandes festivais, sexo livre...paz e amor, "make love not war".
Os X são aqueles que nasceram entre 1965 e 1979. Aproveitando-se dos direitos conquistados pelos "boomers", são entusiastas e causaram grandes mudanças. As mulheres buscam a igualdade dos sexos e vão para o mercado de trabalho. São conhecidos como a juventude competitiva.Eles adoram esteriótipos: os nerds, as patricinhas, os roqueiros...
Os Y são a primeira geração global e nasceram entre 1980 e 1995: além de possuir todos os direitos adquiridos pelas outras gerações, foram bastante mimados pelos pais, que quiseram dar a eles tudo que não tinham, e tem o mundo todo a sua disposição. Não existem mais fronteiras e eles estão prontos para conquistar o mundo!
Adivinhe por que? Internet! A principal característica desta geração é uma ansiedade absoluta. Tendo acesso à tudo, como filtrar o que eu quero? Assim, com tantos estímulos, eles possuem a capacidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo. E diferentemente da geração X, apegada aos esteriótipos, nesta geração é legal ser diversas coisas ao mesmo tempo: você pode surfar, trabalhar em uma multi-nacional, ser CDF, ter uma banda de rock, e se vestir como uma patricinha! Ou seja, a pluralidade está em alta!No trabalho não gostam de hierarquia,e gostam de unir o trabalho com prazer.
Os Z são a atual geração. Eles nasceram a partir de 1996, e não conhecem um mundo sem internet. A noção que têm de privacidade é bastante diferenciada da Y, já que tudo que fazem merece ser compartilhado. São aqueles que tiram uma foto não para ter uma lembrança, e sim "para por no orkut", ou seja, compartilhar! Há escolas que já utilizam Tablets ao invés de apostilas, o que faz com que as crianças não escrevam mais em cadernos. Em compensação, o entendimento que possuem de informática e tecnologia é imcomparável com as outras gerações. Os Y são impacientes, e tudo leva a crer que os Z serão mais ainda, já que estão acostumados com tudo em alta velocidade ao clique de um botão.
Enfim, esta definição de gerações é algo bastante generalizado, e não determinante. É um padrão percebido e estudado, porém, não é só porque você nasceu no período dos X que você é um deles, o que acontece em qualquer época. Há pessoas "revolucionárias" para o seu tempo, como há também os "atrasados".
Eu sou completamente Y, e vc?
Os baby boomers (aqueles que nasceram entre 1946 e 1964) são leais à empresa em que trabalham, vem de uma situação pós guerra. São a Juventude libertária: tomaram conta dos centro acadêmicos, grandes festivais, sexo livre...paz e amor, "make love not war".
Os X são aqueles que nasceram entre 1965 e 1979. Aproveitando-se dos direitos conquistados pelos "boomers", são entusiastas e causaram grandes mudanças. As mulheres buscam a igualdade dos sexos e vão para o mercado de trabalho. São conhecidos como a juventude competitiva.Eles adoram esteriótipos: os nerds, as patricinhas, os roqueiros...
Os Y são a primeira geração global e nasceram entre 1980 e 1995: além de possuir todos os direitos adquiridos pelas outras gerações, foram bastante mimados pelos pais, que quiseram dar a eles tudo que não tinham, e tem o mundo todo a sua disposição. Não existem mais fronteiras e eles estão prontos para conquistar o mundo!
Adivinhe por que? Internet! A principal característica desta geração é uma ansiedade absoluta. Tendo acesso à tudo, como filtrar o que eu quero? Assim, com tantos estímulos, eles possuem a capacidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo. E diferentemente da geração X, apegada aos esteriótipos, nesta geração é legal ser diversas coisas ao mesmo tempo: você pode surfar, trabalhar em uma multi-nacional, ser CDF, ter uma banda de rock, e se vestir como uma patricinha! Ou seja, a pluralidade está em alta!No trabalho não gostam de hierarquia,e gostam de unir o trabalho com prazer.
Os Z são a atual geração. Eles nasceram a partir de 1996, e não conhecem um mundo sem internet. A noção que têm de privacidade é bastante diferenciada da Y, já que tudo que fazem merece ser compartilhado. São aqueles que tiram uma foto não para ter uma lembrança, e sim "para por no orkut", ou seja, compartilhar! Há escolas que já utilizam Tablets ao invés de apostilas, o que faz com que as crianças não escrevam mais em cadernos. Em compensação, o entendimento que possuem de informática e tecnologia é imcomparável com as outras gerações. Os Y são impacientes, e tudo leva a crer que os Z serão mais ainda, já que estão acostumados com tudo em alta velocidade ao clique de um botão.
Enfim, esta definição de gerações é algo bastante generalizado, e não determinante. É um padrão percebido e estudado, porém, não é só porque você nasceu no período dos X que você é um deles, o que acontece em qualquer época. Há pessoas "revolucionárias" para o seu tempo, como há também os "atrasados".
Eu sou completamente Y, e vc?
sábado, 29 de janeiro de 2011
2 minutos na cabeça da Lu
Fui alugar um vestido de noiva. Não, não pra mim...por que não é pra mim mesmo? Ah...deixa pra lá... Nossa, mas que fome...queria um temaki, mas tenho que economizar dinheiro. Posso convidar alguma amiga pra jantar... Porque as minhas férias são tão longas mesmo? A maioria dos meus amigos já voltou ao trabalho e estou ficando sem companhia. Hm, falando em companhia, o que está passando no cinema mesmo? Aquele filme de ontem era muito ruim! Que coisa, e eu gosto daquela atriz! Ai, fome de novo! Acho que vou comprar um guaraná, pelo menos dá uma enganada! Hm, que dia é hoje mesmo? Se der sol amanhã vou à praia! Prometo! Nem fui à praia ainda este verão! Ah, ou talvez tenha ido...nem lembro!
Hm, mas esse quarto tá uma bagunça! Eu não deveria ir à praia...deveria arrumá-lo. (Até parece - grita uma vozinha lá no fundo da sua cabeça)...talvez a consciência, sei lá...mas a consciência deveria me convencer a não ir à praia, e não me incentivar...Ah, whatever! Nossa, música desconhecida no meu Ipod... próxima...hm, não...próxima...hm, essa... essa é boa! Ainda bem que eu fiz aquela limpa! Hm, o que será que tá rolando no twitter? Olha, alguém twittou "Saia do twitter e vá ler um livro"...o que eu estou lendo mesmo? Ah, aquele livro vermelho do Mao...hm...mas nem é tão legal assim. Ai que fome! Onde eu estou com a cabeça que não comi nada ainda?"
Hm, mas esse quarto tá uma bagunça! Eu não deveria ir à praia...deveria arrumá-lo. (Até parece - grita uma vozinha lá no fundo da sua cabeça)...talvez a consciência, sei lá...mas a consciência deveria me convencer a não ir à praia, e não me incentivar...Ah, whatever! Nossa, música desconhecida no meu Ipod... próxima...hm, não...próxima...hm, essa... essa é boa! Ainda bem que eu fiz aquela limpa! Hm, o que será que tá rolando no twitter? Olha, alguém twittou "Saia do twitter e vá ler um livro"...o que eu estou lendo mesmo? Ah, aquele livro vermelho do Mao...hm...mas nem é tão legal assim. Ai que fome! Onde eu estou com a cabeça que não comi nada ainda?"
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Lendo Woody Allen
Até então só tinha assistido a filmes de Woody Allen. Sempre muito complexos, e às vezes sem pé nem cabeça, mas com estilo. O cara nada contra a corrente dos filmes, e eu admiro isso. Para que ter começo, meio e fim? Vamos fazer um filme só com meio! Muito mais divertido e inesperado!
Voltando ao livro: "Sem plumas traz 18 textos de formatos variados - peças, ensaios, contos, argumentos e outras improbabilidades - que têm em comum a imaginação e o humor característicos de Allen" - contra-capa.
Os contos não fazem muitos sentido se analisados por parte de alguém racional como eu, mas são bastante improváveis. Vale a pena ler pelas tiradas, e pelo humor do autor, mas principalmente por que, seguindo a linha de filmes fora do padrão de Allen, o livro também é.
Para mim, umas das melhores foi: "Quando se tratava de sexo, Weinstein precisava de alguém que fosse bem diferente. Como Lu Anne, que fazia do sexo uma arte. Seu único problema é que não conseguia contar até 20 sem tirar os sapatos".
Ele a chamou de burra de uma forma tão discreta e genial que chega a ser engraçado. Na real, a Lu Anne se parece com muitas meninas que conheço...
Enfim, fica a dica!
Voltando ao livro: "Sem plumas traz 18 textos de formatos variados - peças, ensaios, contos, argumentos e outras improbabilidades - que têm em comum a imaginação e o humor característicos de Allen" - contra-capa.
Os contos não fazem muitos sentido se analisados por parte de alguém racional como eu, mas são bastante improváveis. Vale a pena ler pelas tiradas, e pelo humor do autor, mas principalmente por que, seguindo a linha de filmes fora do padrão de Allen, o livro também é.
Para mim, umas das melhores foi: "Quando se tratava de sexo, Weinstein precisava de alguém que fosse bem diferente. Como Lu Anne, que fazia do sexo uma arte. Seu único problema é que não conseguia contar até 20 sem tirar os sapatos".
Ele a chamou de burra de uma forma tão discreta e genial que chega a ser engraçado. Na real, a Lu Anne se parece com muitas meninas que conheço...
Enfim, fica a dica!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Os virgens
O texto foi retirado de Martha Medeiros - Non stop - Crônicas do Cotidiano. Nestas férias tenho ido à lugares diferentes, conhecido pessoas novas, e esta crônica encaixa perfeitamente no que tenho sentido.
Segue!
"Sou virgem e meu signo é leão. Sou casada e sou virgem, tenho filhos e sou virgem. Tão virgem quanto você. Quando falamos de virgindade, logo pensamos em sexo, e a partir do dia que o experimentamos, o mundo parece perder seu mistério maior. Não somos mais virgens!Que grande ilusão de maturidade.
Virgindade é um conceito um tanto mais elástico. Somos virgens antes de voltar sozinhos do colégio pela primeira vez. Somos virgens antes do primeiro gole de vinho. Somos virgens antes de ver Paris. Somos virgens antes do primeiro salário. E podemos já estar transando há anos e permanecermos virgens diante de um novo amor.
Por mais que já tenhamos amado e odiado, por mais que já tenhamos sido rejeitados, descartados, seduzidos, conquistados, não há experiência amorosa que não se repita, pois são variadas as nossas paixões e diferentes as nossas etapas, e tudo isso nos torna novatos.
As dores, também elas, nos pegam despreparados. A dor de perder um amigo não é a mesma de perder um carro num assalto, que por sua vez não é a mesma de perder a oportunidade de se declarar para alguém, que por outro lado difere da dor de perder o emprego. Somos sempre surpreendidos pelo que ainda não foi vivido.
Mesmo no sexo, somos virgens diante de um novo cheiro, de um novo beijo, de um fetiche ainda não realizado. Se ainda não usamos uma lingerie vermelha, se ainda não fizemos amor dentro do mar, se ainda cultivamos alguns tabus, que espécie de sabe-tudo somos nós?
Eu ainda sou virgem de neve, que já vi estática em cima das montanhas, mas nunca vi cair. Sou virgem do Canadá, da Turquia, da Polinésia. Sou virgem de helicóptero, Jack Daniels, revólver, análise, transa em elevador, LDS, Harley Davidson, cirurgia, rafting, show do Lenny Kravitz, siso e passeata. A virgindade existencial nos acompanha até o fim dos nossos dias, especialmente no último, pois somos todos castos frente à morte, nossa derradeira experiência inédita.
Enquanto ela não chega, é bom aproveitar cada minuto dessa inocência frente ao desconhecido, pois é uma aventura tão excitante quanto o sexo e não tem idade para acontecer."
A Lu é virgem de andar de Caiaque, de ir na Ilha do Campeche, de pular de parapente e de viajar para a Europa. E você, é virgem de quê?
Segue!
"Sou virgem e meu signo é leão. Sou casada e sou virgem, tenho filhos e sou virgem. Tão virgem quanto você. Quando falamos de virgindade, logo pensamos em sexo, e a partir do dia que o experimentamos, o mundo parece perder seu mistério maior. Não somos mais virgens!Que grande ilusão de maturidade.
Virgindade é um conceito um tanto mais elástico. Somos virgens antes de voltar sozinhos do colégio pela primeira vez. Somos virgens antes do primeiro gole de vinho. Somos virgens antes de ver Paris. Somos virgens antes do primeiro salário. E podemos já estar transando há anos e permanecermos virgens diante de um novo amor.
Por mais que já tenhamos amado e odiado, por mais que já tenhamos sido rejeitados, descartados, seduzidos, conquistados, não há experiência amorosa que não se repita, pois são variadas as nossas paixões e diferentes as nossas etapas, e tudo isso nos torna novatos.
As dores, também elas, nos pegam despreparados. A dor de perder um amigo não é a mesma de perder um carro num assalto, que por sua vez não é a mesma de perder a oportunidade de se declarar para alguém, que por outro lado difere da dor de perder o emprego. Somos sempre surpreendidos pelo que ainda não foi vivido.
Mesmo no sexo, somos virgens diante de um novo cheiro, de um novo beijo, de um fetiche ainda não realizado. Se ainda não usamos uma lingerie vermelha, se ainda não fizemos amor dentro do mar, se ainda cultivamos alguns tabus, que espécie de sabe-tudo somos nós?
Eu ainda sou virgem de neve, que já vi estática em cima das montanhas, mas nunca vi cair. Sou virgem do Canadá, da Turquia, da Polinésia. Sou virgem de helicóptero, Jack Daniels, revólver, análise, transa em elevador, LDS, Harley Davidson, cirurgia, rafting, show do Lenny Kravitz, siso e passeata. A virgindade existencial nos acompanha até o fim dos nossos dias, especialmente no último, pois somos todos castos frente à morte, nossa derradeira experiência inédita.
Enquanto ela não chega, é bom aproveitar cada minuto dessa inocência frente ao desconhecido, pois é uma aventura tão excitante quanto o sexo e não tem idade para acontecer."
A Lu é virgem de andar de Caiaque, de ir na Ilha do Campeche, de pular de parapente e de viajar para a Europa. E você, é virgem de quê?
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