domingo, 4 de dezembro de 2011

O pai mais forte do mundo

Não costumo postar vídeos, mas este é realmente fantástico!

http://www.youtube.com/watch?v=0gpqyaRDEeo&feature=player_embedded

I hope you enjoy it =)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um pouco de poesia...

E agora, o que será da primavera que eu tanto planejava?
O doce desabrochar, pelo qual tanto esperava?

O colorido, o som, a brisa.
Acabou, consumiu, corroeu.

E nada sobrou. Nada.

Nem a esperança de uma nova primavera.
Nem o vislumbre de um outro Ipê Roxo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E o tempo...

... que não passa!

Às vezes dá aquela ânsia de sair correndo, de chegar logo, de encontrar logo, de abraçar logo.

E a tarde não passa, e quanto mais você deseja que o tempo passe, mais o relógio insiste em mostrar o mesmo horário! A ansiedade faz com que 10 minutos pareçam durar muitas e muitas horas.

E quanto mais você espera, mais sua cabeça dói. Mais sede você sente, mais cansaço, mais impaciência...

Então você respira fundo, fecha os olhos e de repente, seus pensamentos voam para longe e seu coração saltita em um campo verde e ensolarado.

Ai, sente um calor tomando conta do seu corpo, e inconscientemente, sorri.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Leve...

Queria um texto leve, destes que lavam a alma. Procurei, procurei, e não encontrei exatamente o que queria.

Buscava um texto com ares de primavera, no quase verão, em que a temperatura é perfeita e o céu é azul, salpicado com poucas nuvens brancas. Um texto com flores, alguns ipês amarelos dando o ar da graça e com a trilha sonora perfeita. Um texto sem ansiedade, nem o amanhã, nem preocupações, apenas com sentimento de plenitude e satisfação.

E com uma menina ruiva, vindo sem quê nem por quê, usando um vestido solto, na altura do joelho, meio xadrez, meio de bolinhas e com os pés descalços. No texto em que procuro, ela sorri, e corre atrás de uma pipa colorida...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Crise

A princesa de all star está em crise.

Não sei se caso ou compro uma bicicleta, se saio comprando loucamente ou economizo o dinheiro, se corto o cabelo ou deixo crescer, se continuo como jornalista ou viro administradora.

Não sei se vou para a terapia ou volto para o Judô, se eu leio este ou aquele livro, se eu saio correndo ou enfrento, se eu persisto ou desisto, se eu aceito ou digo não.

Mas a principal crise é conseguir ser princesa de all star mesmo de salto alto. Esta, entre todas, está realmente difícil de resolver.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Paciência

A princesa de all star anda meio, só meio escondida. Um pouco até demais. Ela até aparece nos fins de semana, de leve... meio tímida, meio insegura. Tem medo de ser vista. Passa correndo, se esconde atrás do pé de Carambola do quintal, dá uma espiadinha...some de novo. E assim, o tempo passa e ela não dá as caras no blog há quase 2 meses!

Enquanto a "empresária", que agora é "jornalista", lida com o turbilhão de assessoria de imprensa, escrevendo notas e ligando loucamente para todos os jornalistas da cidade, a princesa fica sentadinha em um banquinho, embaixo de uma árvore (às vezes segurando um guarda-chuva), esperando pacientemente, ao estilo "o pensador", de Rodin, e balançando o pé. Ela aguarda.

E sua felicidade será suprema quando acontecer aquele momento pelo qual ela tanto espera. O momento em que sua best friend vai cutucá-la e dizer: Volte.

*http://aprincesadeallstar.blogspot.com/2011/05/quando-uma-empresaria-mata-uma-princesa.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Para os boêmios...

Hora do fechamento do jornal. Redação lotada. Gritos para todos os lados, e pautas caindo. A capa daquela edição foi mudada por uma notícia de última hora: naquele dia, logo antes, os trabalhadores do porto decidiram a greve. O editor, quase exasperado, brigava com os repórteres, ordenava retiradas de matérias, e mandava outros para cobrir a greve. Aos poucos, o clima foi acalmando. Os repórteres chegaram com uma foto perfeita para a capa: os operários, sentados em pequenos bancos, utilizavam as caixas de carga que deveriam carregar como mesa de pôquer.

Enquanto a edição está rodando na gráfica, o editor caminha pela rua, sem destino certo. Para casa, não queria ir. Apesar do cansaço, não conseguiria dormir após o stress do fechamento. Decidiu tomar uma bebida, e seguiu para um bar já conhecido, perto da redação.

Perto da meia noite, o bar lotado. A música, mal se escuta. O barulho das conversas se mistura com um saxofone de fundo. O ambiente enfumaçado camufla os boêmios, que bebem uísque e conversam sobre a greve. Dentre as várias pessoas no ambiente, nenhuma se destaca. O editor caminha até o bar e pede uma bebida, enquanto escuta trechos de conversas, pensa na repercussão que a capa vai dar dali a poucas horas.

Dois homens, pelos 40 anos interrompem sua conversa politizada quando uma mulher entra no bar. Visivelmente ela não pertence àquele ambiente. O vestido preto contorna perfeitamente seu corpo, e parece ser uma segunda pele. Seu cabelo, loiro, está moldado com laquê, o que a torna mais atraente. A estola que a envolve, feita de pele branca, transmite sensualidade, assim como seu jeito de andar.

Por usar saltos altos, caminha vagarosamente até o bar, consciente de que todos a acompanham com olhares cobiçosos. Encosta-se, abre a carteira e puxa um cigarro. O editor, parado exatamente ao seu lado, pega prontamente o isqueiro e acende o cigarro, já em sua boca carnuda e vermelha. “Poderia ter a honra de saber seu nome?” Pergunta o homem. Ela sorri com seus dentes perfeitamente brancos, e após soprar a fumaça para longe, responde com uma voz aveludada: “Marilyn”. O editor não consegue acreditar na sua sorte.

No dia seguinte, mal consegue levantar da cama. Sua cabeça está explodindo. Apesar disso, sua curiosidade é maior. Atravessa o quarto do hotel, abre a porta e apanha o Jornal, já colocado no lado de fora. Olha a capa, sorri, e com empolgação não sabe dizer do que sente mais orgulho: se da manchete ou da sua acompanhante, que ainda dorme profundamente.