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terça-feira, 13 de março de 2012

Vira-tempo

Ao começar o semestre, sabia que seria difícil. Mas eu não sabia que ia ser tão difícil. Encarar uma jornada diária de 13h, mais 2h30 de transporte não tá facil. Tá corrido, mesmo com as sonequinhas pós almoço. Ando exausta, trocando letras (o que é complicado na minha profissão!), lendo pouco e escrevendo menos ainda.

O que mais me frustra é deixar de lado os projetos, os planos e desejos. Isso dói. Tá que essa jornada será só por um semestre. Em julho, finalmente, termino minha segunda faculdade, e volto a ter noites livres! Mas parece que tá tão longe. Parece que ainda tenho que esperar tanto.

Estou aprendendo a me cobrar menos, a ser mais light. A não exigir tanto de mim e dos outros. Isso ajuda, claro, mas não soluciona todos os problemas. É por que, afinal, não dá para ser a mulher maravilha, e além de trabalhar/estudar loucamente, conseguir ser fucking good em todo o resto.

Por isso, mais uma vez, adio alguns planos. Recuo para me fortalecer e amadurecer as ideias mais um pouco. Desta vez, estou com esperança de tirá-las do papel e colocá-las em prática em breve, afinal, quem já esperou tanto só precisa de paciência para esperar um pouquinho mais.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Entre ruivos e canhotos

Aparentemente dois assuntos nada a ver, certo? Nããão, errado. A Lu é canhota, e a Lu não é ruiva. É exatamente por isso que tento encontrar uma explicação genética para isso. Não encontrei. Assim, resolvi compartilhar minha angústia existencial (ok, não chega a tanto, vamos mudar para curiosidade sem sentido) para ver se alguém ai (um ruivo ou um canhoto) me ajuda.

Eu gosto de observar pessoas: sua maneira de agir, de vestir, de andar, de sorrir, vícios de linguagem e... se elas são canhotas. Pode parecer estranho isso, mas é por que eu sou canhota. Os canhotos vêem o mundo de outra forma. Tudo foi planejado e pensado para os destros, até por que durante muito tempo, as pessoas eram proibidas de serem canhotas (tinha algo meio demoníaco envolvido). Mas hoje, com esta liberdade toda, é possível ser canhota, mas com algumas dificuldades básicas tipo recortar, abrir latas e usar o mouse.

Já pesquisei bastante no Google, conversei com médicos, pessoas em geral, outros canhotos. Ninguém, NINGUÉM me explica por que alguns são destros e outros (aproximadamente 9% da população mundial) são canhotos. Só sei que não é genético, já que ninguém na minha família, em gerações anteriores era canhoto. Os ursos polares são todos canhotos, e depois que eu descobri isso, não me senti mais tão sozinha no reino animal, afinal, faço parte dele, não é mesmo?

Mas, o mais divertido é que em áreas criativas, como jornalismo, publicidade, design e etc, encontram-se mais pessoas canhotas do que em áreas como engenharia, por exemplo (essa é uma observação não científica feita por mim).

Segundo ponto. Por que as pessoas são ruivas? Lembra na escola, que estudávamos genética? Eu sempre gostei deste assunto! Não lembra? Então o básico é assim: A é dominante. a é recessivo. Dominante domina (dã), e recessivo só aparece na ausência do dominante. Ou seja, para características recessivas, é necessário que ambos (pai e mãe) as possuam, mesmo que não as manifestem!

Pooor exemplo: o loiro é recessivo, então, ou pai e mãe são loiros, ou, se um é moreno, tem um recessivo escondido e passa para o filho. Viu, fácil assim!

E onde entra o ruivo? A conclusão que eu cheguei (pouco científica, claro), é que o ruivo é tão recessivo quanto o loiro, mas ele é um tom de loiro que não acontece com tanta frequência. O que me fez concluir isso são os milhares de tons de loiro (naturais, é claro), que existem.

Perguntei para um amigo ruivo quem mais era ruivo na família dele. O único ascendente ruivo dele é o bisavô. A minha ascendente ruiva é minha avó, mas eu sou loira, não ruiva (apesar da minha proximidade genética ser maior com ela, do que a do meu amigo com o bisavô).

Isso não é injusto? Mas, seguindo a lógica, talvez eu tenha filhos ruivos (eu vou AMAR, já eles, não sei). Quando fui para Pomerode (diga-se de passagem a cidade mais alemã fora da Alemanha), quis sequestrar todas (e eram várias!) as crianças ruivas que via pela rua! Elas eram liiiindas =)

Enfim, explicações dadas, sem nenhuma conclusão do porque a Lu é canhota e não é ruiva, já que ela preferia o contrário.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Universo Paralelo

Eu tenho a teoria de que existe um universo paralelo. Um universo pra onde vai tudo aquilo que perdemos. Não só objetos, como o meu vestido rosa, o meu livro "As boas mulheres da China" e o meu óculos escuro, mas todos os sonhos que temos e não lembramos, todas as vontades frustradas, todos aqueles sorrisos, olhares e palavras que ficaram no ar. Tudo aquilo que podia ter sido e não foi, todos aqueles segundos que antecedem o não agir, o não falar, o não medir. Todo o tempo que ficamos na dúvida, todas as situações em que deveríamos ter dito e não dissemos, o tempo que passou e o que ainda não passou. E eu tenho esta teoria pois já passei por momentos em que o universo paralelo se abriu de maneira tão clara que só podia ser real. Mesmo que por poucos segundos, senti que tudo podia ser diferente e que eu poderia mudar, não só os momentos que já passaram, mas aqueles que ainda estão por vir.