Cheguei ao parque e vi aquela montanha-russa gigantesca. Virei pra minha prima e perguntei: "E ai, vai ter coragem?" Ela riu, nervosa e disse: "Claaaro".
Fomos pra fila. Pude observar vários rostos apreensivos. Algumas pessoas estavam nervosas, e outras riam delas. Mas, por mais medo que sentissem, ninguém queria passar a vergonha de voltar pela fila. Ninguém queria desistir. Na realidade, não sei o que motiva as pessoas a fazer algo da qual elas sentem medo, às vezes pânico, só por diversão. Adrenalina? Sei lá.
Quando estava quase na nossa vez, decidimos ir no primeiro carrinho. Achamos que ia ser mais emocionante. A catraca abriu e entramos. Sentamos no banco, uma ao lado da outra. Por ser daquelas invertidas, meus pés ficaram balançando no ar. Olhei pra baixo e vi uma fina estrutura metálica. Era cinza e toda furadinha.
Fiquei nervosa. Dar loopings com os pés soltos pra cima era algo que eu não queria imaginar...Veio a monitora do parque conferir se estava tudo certo no nosso carrinho. Ela baixou a barra de proteção muito apertada. Mas vi o percurso da Montaha-russa e concluí que era melhor estar apertada mesmo..
Foi então que minha prima perguntou pra monitora:
-"Você já andou aqui na Montanha-russa?"
E ela respondeu com a maior voz de tédio possível:
-"110 vezes"
Juro que neste momento pensei em quais motivos levariam alguém a andar 110 vezes no mesmo brinquedo e não consegui pensar em nenhum...
Ela se afastou e o carrinho começou a andar. TEC TEC TEC TEC.." ok, é só a subida"...." o problema vai ser quando começar a descer"... Sinto em informar que depois do TEC TEC TEC da subida não lembro de nada muito precisamente...lembro que era rápido, que minha cabeça parecia uma bolinha de ping-pong batendo nas barras de proteção, e que eu gritava mais porquê estava doendo do que pela emoção. Lembro do looping, no qual as minhas pernas quase dobraram ao contrário. E lembro precisamente da minha prima gritando na minha orelha, o que não me permitia raciocinar direito.
Lembro que logo depois que a velocidade parou o silêncio momentâneo foi instaurado, seguido de risadas nervosas e até meio desesperadas...O carrinho seguiu e parou em cima da estrutura metálica cinza... Vi rostos ansiosos por sua vez de ter emoção...As barras de proteção se soltaram e eu desci. Eu e minha prima nos olhamos e sorrimos, com a certeza de que a outra estava pensando a mesma coisa.
Aí entramos na fila de novo.
sábado, 29 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Em um campeonato de Judô qualquer
Visto a camiseta, coloco a calça do quimono, e entro no ginásio. Há tempos não entrava em um lugar tão cheio. Cada lugar na arquibancada está tomado. Sinto o cheiro de campeonato no ar, e por incrível que pareça isso me acalma.
Respiro fundo. Coloco o casaco do quimono com cuidado e amarro a faixa de maneira caprichosa, mesmo sem prestar muita atenção. É a minha estreia com a faixa marrom. Sinto-me ansiosa. Tento prestar atenção na área 1, onde está tendo uma luta entre 2 garotos, mas não consigo. Páro pra escutar o que o locutor está dizendo e me dou conta de que logo será minha luta.
Então escuto. "Próxima luta na área 2, Luíza Fregapani - IEE com a faixa vermelha e Juliana Silvera -SKD". Minha mãe diz algo que eu não consigo entender, mas concordo com a cabeça. Vou andando em direção a área 2, devagar. Sinto um leve tremor na mão esquerda. Várias pessoas dizem: "Vai lá!" "Boa luta" e eu só sorrio pra elas. Minhas palavras não fariam sentido se eu tentasse responder em voz alta.
Chego e paro ao lado do juiz, que pergunta se eu sou a Luíza. Respondo afirmativamente com a cabeça e espero que ele me chame para entrar no Tatame. Então, eu respiro fundo e me concentro. Sinto todo o meu corpo. Respiro de novo, prestando atenção em cada detalhe. Pulo no lugar algumas vezes, até sentir um alívio momentâneo. Minhas pernas começam a ficar firmes. Sinto meus braços fortes. Percebo que estou abrindo e fechando as mãos para aliviar a tensão. Respiro novamente.
Me concentro mais. Desta vez vejo meus pensamentos. Fecho os olhos e imagino a luta. Imagino a minha adversária. Vejo seus passos, seus movimentos e a minha resposta a eles. Preparo dois ou três golpes. Penso nos contra-golpes. Sinto os movimentos que devem ser feitos e condiciono meu corpo a fazê-los. Parece que estou assistindo a um filme.
O juiz chama. Cumprimento para entrar no tatame e amarro a faixa vermelha, marca do primeiro lutador a ser chamado para a luta. Respiro novamente, a fim de manter os movimentos claros na minha cabeça. Olho para a minha adversária nos olhos. Ela está séria e não me olha. Parece concentrada também.
O juiz faz sinal para nos aproximarmos e nos cumprimentarmos. "Hájime" grita ele. Aproximo-me dela e seguro firme com a mão direita na gola. Ela faz o mesmo na minha. Damos uma meia volta. Ela vira agilmente e entra um Koshi Guruma. Seguro-a pelo quadril e saio do golpe. Sinto-me ficando tensa. Aproximo-me e entro o Ô-Uti-Gari, mas ela tira a perna. Damos mais uma volta, ela tenta um Seoi-Nague. Eu giro o corpo e tento o contra-golpe. Ela joga o corpo na direção oposta e fica de frente pra mim. Movimentamos um pouco pelo tatame, tentando observar os movimentos uma da outra.
Respiro fundo e lembro-me dos movimentos que tinha imaginado. De repente tudo para. Não escuto mais nenhum barulho. Parece haver apenas nós duas no universo. Rapidamente troco a pegada da gola para a mão esquerda. Neste momento vejo tudo em câmera lenta. Ela fica confusa e demora 1 segundo pra trocar também. Aproveito o momento. Puxo-a para perto de mim, enquanto giro o corpo. Em seguida flexiono de leve os joelhos, encaixo o quadril e entro o golpe. Mal tenho tempo de sentir o corpo dela nas minhas costas antes de jogá-la e vê-la deitada no chão.
"Ippon, Soromadê" diz o juiz. Acabou. Respiro novamente, estendo a mão para ajudá-la a levantar. Volto a enxergar o ginásio, as pessoas. o barulho agora parece ensurdecedor. Cumprimento-a pela luta, e cumprimento novamente antes de deixar o tatame.
Sinto um alívio a medida que a endorfina toma conta de mim e sorrio, com uma das melhores sensações do mundo: Aquela que só os vencedores conhecem.
Respiro fundo. Coloco o casaco do quimono com cuidado e amarro a faixa de maneira caprichosa, mesmo sem prestar muita atenção. É a minha estreia com a faixa marrom. Sinto-me ansiosa. Tento prestar atenção na área 1, onde está tendo uma luta entre 2 garotos, mas não consigo. Páro pra escutar o que o locutor está dizendo e me dou conta de que logo será minha luta.
Então escuto. "Próxima luta na área 2, Luíza Fregapani - IEE com a faixa vermelha e Juliana Silvera -SKD". Minha mãe diz algo que eu não consigo entender, mas concordo com a cabeça. Vou andando em direção a área 2, devagar. Sinto um leve tremor na mão esquerda. Várias pessoas dizem: "Vai lá!" "Boa luta" e eu só sorrio pra elas. Minhas palavras não fariam sentido se eu tentasse responder em voz alta.
Chego e paro ao lado do juiz, que pergunta se eu sou a Luíza. Respondo afirmativamente com a cabeça e espero que ele me chame para entrar no Tatame. Então, eu respiro fundo e me concentro. Sinto todo o meu corpo. Respiro de novo, prestando atenção em cada detalhe. Pulo no lugar algumas vezes, até sentir um alívio momentâneo. Minhas pernas começam a ficar firmes. Sinto meus braços fortes. Percebo que estou abrindo e fechando as mãos para aliviar a tensão. Respiro novamente.
Me concentro mais. Desta vez vejo meus pensamentos. Fecho os olhos e imagino a luta. Imagino a minha adversária. Vejo seus passos, seus movimentos e a minha resposta a eles. Preparo dois ou três golpes. Penso nos contra-golpes. Sinto os movimentos que devem ser feitos e condiciono meu corpo a fazê-los. Parece que estou assistindo a um filme.
O juiz chama. Cumprimento para entrar no tatame e amarro a faixa vermelha, marca do primeiro lutador a ser chamado para a luta. Respiro novamente, a fim de manter os movimentos claros na minha cabeça. Olho para a minha adversária nos olhos. Ela está séria e não me olha. Parece concentrada também.
O juiz faz sinal para nos aproximarmos e nos cumprimentarmos. "Hájime" grita ele. Aproximo-me dela e seguro firme com a mão direita na gola. Ela faz o mesmo na minha. Damos uma meia volta. Ela vira agilmente e entra um Koshi Guruma. Seguro-a pelo quadril e saio do golpe. Sinto-me ficando tensa. Aproximo-me e entro o Ô-Uti-Gari, mas ela tira a perna. Damos mais uma volta, ela tenta um Seoi-Nague. Eu giro o corpo e tento o contra-golpe. Ela joga o corpo na direção oposta e fica de frente pra mim. Movimentamos um pouco pelo tatame, tentando observar os movimentos uma da outra.
Respiro fundo e lembro-me dos movimentos que tinha imaginado. De repente tudo para. Não escuto mais nenhum barulho. Parece haver apenas nós duas no universo. Rapidamente troco a pegada da gola para a mão esquerda. Neste momento vejo tudo em câmera lenta. Ela fica confusa e demora 1 segundo pra trocar também. Aproveito o momento. Puxo-a para perto de mim, enquanto giro o corpo. Em seguida flexiono de leve os joelhos, encaixo o quadril e entro o golpe. Mal tenho tempo de sentir o corpo dela nas minhas costas antes de jogá-la e vê-la deitada no chão.
"Ippon, Soromadê" diz o juiz. Acabou. Respiro novamente, estendo a mão para ajudá-la a levantar. Volto a enxergar o ginásio, as pessoas. o barulho agora parece ensurdecedor. Cumprimento-a pela luta, e cumprimento novamente antes de deixar o tatame.
Sinto um alívio a medida que a endorfina toma conta de mim e sorrio, com uma das melhores sensações do mundo: Aquela que só os vencedores conhecem.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O baú
Todos temos um baú cheio de tralhas velhas. Lembranças, coisas que aconteceram, pessoas que passaram, angústias, sonhos, pensamentos. Tudo que fazemos, seja bom ou ruim, acaba indo parar neste Baú.
Então, um belo dia, resolvemos abrir este baú pra ver o que tem dentro. Algumas pessoas lidam bem com isto, outras não. Às vezes, encontramos coisas que nos fazem sorrir. Outras vezes, encontramos coisas que nos fizeram sofrer, e que ainda fazem.
Em geral, eu não abro o baú se não estou preparada para encarar tudo que vai sair lá. Às vezes dou um tempo, espero o tempo passar e as coisas esfriarem. Ai sim, posso abrir e jogar fora aquilo que me faz mal ou aquilo que não quero mais. Muitas vezes acontece de eu me considerar preparada para abrir o baú, quando na verdade não estou. Aí eu sofro e fico triste, pois não esperei o suficiente e o que era pra ser algo bom, torna-se algo ruim.
Mas este aprendizado é algo que vem com o tempo. Não iremos aprender de uma hora pra outra. O mais importante é aprendermos que não faz sentido guardarmos coisas que nos fazem mal e nos envenenam, se o melhor a fazer é jogar tudo fora e abrir espaço guardar as coisas boas. Pois afinal, os baús são utilizados somente para guardar tesouros.
Então, um belo dia, resolvemos abrir este baú pra ver o que tem dentro. Algumas pessoas lidam bem com isto, outras não. Às vezes, encontramos coisas que nos fazem sorrir. Outras vezes, encontramos coisas que nos fizeram sofrer, e que ainda fazem.
Em geral, eu não abro o baú se não estou preparada para encarar tudo que vai sair lá. Às vezes dou um tempo, espero o tempo passar e as coisas esfriarem. Ai sim, posso abrir e jogar fora aquilo que me faz mal ou aquilo que não quero mais. Muitas vezes acontece de eu me considerar preparada para abrir o baú, quando na verdade não estou. Aí eu sofro e fico triste, pois não esperei o suficiente e o que era pra ser algo bom, torna-se algo ruim.
Mas este aprendizado é algo que vem com o tempo. Não iremos aprender de uma hora pra outra. O mais importante é aprendermos que não faz sentido guardarmos coisas que nos fazem mal e nos envenenam, se o melhor a fazer é jogar tudo fora e abrir espaço guardar as coisas boas. Pois afinal, os baús são utilizados somente para guardar tesouros.
domingo, 23 de agosto de 2009
O Tempo
O tempo é algo extremamente relativo.
Quando somos crianças, o tempo demora muito mais tempo pra passar. Cada ano escolar é quase um século. O aniversário demora, o Natal não chega, e a Páscoa é um evento remoto...
Meu irmão tem a seguinte teoria. Quando temos 1 ano de idade, aquele um ano representa toda a nossa vida. Ou seja, tudo que aprendemos até então foi naquele ano.
Quando temos 4 anos, um ano representa 1/4 da nossa vida.
Quando temos 20 anos, um ano representa 1/20 da nossa vida. Já é uma fração bem menor. Confundimos as datas (aquilo foi neste ano ou no ano passado?) e por causa da faculdade, temos o antigo ano escolar dividido em 2 semestres. Quando vemos já é virada de ano e nem nos organizamos para realizar os propósitos do ano passado, o semestre começou e já está acabando e os anos passam sem maiores delongas.
Por exemplo. Hj é dia 23 de agosto. Logo vem 7 de setembro, dia das crianças, finados (ai já é fim do semestre), dia da independência, acabam as aulas e temos o Natal, o ano-novo (ai já é ano que vem), o Carnaval, a volta às aulas (ai já é semestre que vem...).
Por isso, não adianta passar pela vida sem aproveitar. Acredito que devemos tirar férias um pouquinho todos os dias, pois elas demoram pra chegar, e quando chegam, acabam antes que possamos nos dar conta. Quantas vezes deixamos pra amanhã, e este dia nunca chega? Além de ser construída com as coisas que fazemos, a vida é construída também com as coisas que deixamos de fazer.
"Por que passar pela vida sem ser notada?" Aquamarine Movie.
Quando somos crianças, o tempo demora muito mais tempo pra passar. Cada ano escolar é quase um século. O aniversário demora, o Natal não chega, e a Páscoa é um evento remoto...
Meu irmão tem a seguinte teoria. Quando temos 1 ano de idade, aquele um ano representa toda a nossa vida. Ou seja, tudo que aprendemos até então foi naquele ano.
Quando temos 4 anos, um ano representa 1/4 da nossa vida.
Quando temos 20 anos, um ano representa 1/20 da nossa vida. Já é uma fração bem menor. Confundimos as datas (aquilo foi neste ano ou no ano passado?) e por causa da faculdade, temos o antigo ano escolar dividido em 2 semestres. Quando vemos já é virada de ano e nem nos organizamos para realizar os propósitos do ano passado, o semestre começou e já está acabando e os anos passam sem maiores delongas.
Por exemplo. Hj é dia 23 de agosto. Logo vem 7 de setembro, dia das crianças, finados (ai já é fim do semestre), dia da independência, acabam as aulas e temos o Natal, o ano-novo (ai já é ano que vem), o Carnaval, a volta às aulas (ai já é semestre que vem...).
Por isso, não adianta passar pela vida sem aproveitar. Acredito que devemos tirar férias um pouquinho todos os dias, pois elas demoram pra chegar, e quando chegam, acabam antes que possamos nos dar conta. Quantas vezes deixamos pra amanhã, e este dia nunca chega? Além de ser construída com as coisas que fazemos, a vida é construída também com as coisas que deixamos de fazer.
"Por que passar pela vida sem ser notada?" Aquamarine Movie.
sábado, 22 de agosto de 2009
Pré primeiro encontro
Estou me arrumando para sair com meu novo pretendente. Ele passa aqui em 38 minutos. Eu o conheci em um jantar de amigos em comum. E após, alguns dias, ele finalmente ligou e aceitei um convite para ir à Opera.
25 minutos: Estou ansiosa. Quero muito que ele goste de mim. Mas não sei do que ele gosta, ou quem ele espera que eu seja. 13 minutos: A temperatura do meu corpo está aumentando. Quer saber, por um lado é bom, já que o vestido fica melhor sem casaco.
8 minutos: Estou doida pra fazer uns abdominais pra liberar esta energia acumulada, mas pode estragar a maquiagem, ou sei lá! Aliás, com esta energia toda juro que poderia correr uma maratona inteira! 5 minutos: e se ele não gostar do vestido? Será que devo trocá-lo?
1 minuto: ele ligou. Não creio! Ele se perdeu. Tá, eu sei que moro num lugar escondido, não deve ser desculpa furada!!! Tudo bem, respira fundo que vai dar tudo certo!!!
Ó céus, tem alguém batendo na porta!!!! Ele chegou.
Tá, não era ele, era o cara da pizza. Pro vizinho. Como alguém não sabe ler o número da casa??? Eles deveriam fazer um processo seletivo mais exigente para entregador de pizza.
Ai, meu celular está tocando!!! Agora é ele!!!! Ele chegou! Ok, ok, take it easy!!! Checo novamente minha roupa, minha maquiagem, pego minha bolsa e saio correndo escada a baixo, o que me rende um quase tombo. Chego na sala. Droga, cadê a chave da porta? Ah sim, no porta-chaves!
Abro a porta, digo boa noite e sorrio. Então páro, estarrecida e absolutamente hipnotizada por seus olhos e seu sorriso. Então, após alguns milésimos de silêncio, ele pergunta:
"Vamos?"
E por não conseguir responder nada, aceno que sim com a cabeça, ando ao seu lado até o carro e espero ele abrir a porta.
25 minutos: Estou ansiosa. Quero muito que ele goste de mim. Mas não sei do que ele gosta, ou quem ele espera que eu seja. 13 minutos: A temperatura do meu corpo está aumentando. Quer saber, por um lado é bom, já que o vestido fica melhor sem casaco.
8 minutos: Estou doida pra fazer uns abdominais pra liberar esta energia acumulada, mas pode estragar a maquiagem, ou sei lá! Aliás, com esta energia toda juro que poderia correr uma maratona inteira! 5 minutos: e se ele não gostar do vestido? Será que devo trocá-lo?
1 minuto: ele ligou. Não creio! Ele se perdeu. Tá, eu sei que moro num lugar escondido, não deve ser desculpa furada!!! Tudo bem, respira fundo que vai dar tudo certo!!!
Ó céus, tem alguém batendo na porta!!!! Ele chegou.
Tá, não era ele, era o cara da pizza. Pro vizinho. Como alguém não sabe ler o número da casa??? Eles deveriam fazer um processo seletivo mais exigente para entregador de pizza.
Ai, meu celular está tocando!!! Agora é ele!!!! Ele chegou! Ok, ok, take it easy!!! Checo novamente minha roupa, minha maquiagem, pego minha bolsa e saio correndo escada a baixo, o que me rende um quase tombo. Chego na sala. Droga, cadê a chave da porta? Ah sim, no porta-chaves!
Abro a porta, digo boa noite e sorrio. Então páro, estarrecida e absolutamente hipnotizada por seus olhos e seu sorriso. Então, após alguns milésimos de silêncio, ele pergunta:
"Vamos?"
E por não conseguir responder nada, aceno que sim com a cabeça, ando ao seu lado até o carro e espero ele abrir a porta.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
17 maneiras inusitadas de se conhecer um grande amor
1- Perguntar as horas para alguém no ponto de ônibus.
2- Esbarrar em um cara lindo no supermercado e vocês se apaixonarem à primeira vista.
3- Estar no mesmo supermercado, e ao mesmo tempo estender a mão para pegar a mesma coisa que ele (este é o sonho de uma amiga!).
4- Ser relocada diversas vezes de lugar num avião e, por acaso, parar do lado da equipe brasileira masculina de algum esporte.
5- Estar no metrô, e por acaso, virar para olhar para alguém ao mesmo tempo que esta pessoa vira para olhar você (olha, esta foi com os pais de uma amiga!)
6- Ir em um baile dançante do clube (Papai e Mamãe).
7- Ir na reunião do condomínio do seu pai com ele. (aconteceu com uma prima minha).
8- Fila do Xerox ( foi só amizade, mas vai que fosse amor?).
9- Passar pela frente de uma escola de música e se apaixonar pela voz de alguém lá dentro (Vovô e Vovó).
10- Parar para pedir informações.
11- Ser atropelada (muitas chances: o cara que te atropelou, o bombeiro que socorreu, o médico de plantão...).
12- Reparar se as pessoas são canhotas ou não. 13- Entrar em uma loja e o vendedor perguntar: "A gente por acaso não se viu por aí ?" e você cair na dele (esta foi comigo!).
14- Frequentar um grupo de jovens (Conheço algumas histórias do tipo !!!).
15- Andar de elevador (vai que vc fica presa e rola um papo...).
16- Ter um amigo de infância (isso sempre acontece nos filmes!).
17- Ir passar férias na casa da avó e conhecer o vizinho! (Vovô e Vovó também, desta vez do outro lado da família).
Resumindo, quando você menos espera, acontece. Não dá pra prever quando nem onde. E se desse, qual seria a graça?
2- Esbarrar em um cara lindo no supermercado e vocês se apaixonarem à primeira vista.
3- Estar no mesmo supermercado, e ao mesmo tempo estender a mão para pegar a mesma coisa que ele (este é o sonho de uma amiga!).
4- Ser relocada diversas vezes de lugar num avião e, por acaso, parar do lado da equipe brasileira masculina de algum esporte.
5- Estar no metrô, e por acaso, virar para olhar para alguém ao mesmo tempo que esta pessoa vira para olhar você (olha, esta foi com os pais de uma amiga!)
6- Ir em um baile dançante do clube (Papai e Mamãe).
7- Ir na reunião do condomínio do seu pai com ele. (aconteceu com uma prima minha).
8- Fila do Xerox ( foi só amizade, mas vai que fosse amor?).
9- Passar pela frente de uma escola de música e se apaixonar pela voz de alguém lá dentro (Vovô e Vovó).
10- Parar para pedir informações.
11- Ser atropelada (muitas chances: o cara que te atropelou, o bombeiro que socorreu, o médico de plantão...).
12- Reparar se as pessoas são canhotas ou não. 13- Entrar em uma loja e o vendedor perguntar: "A gente por acaso não se viu por aí ?" e você cair na dele (esta foi comigo!).
14- Frequentar um grupo de jovens (Conheço algumas histórias do tipo !!!).
15- Andar de elevador (vai que vc fica presa e rola um papo...).
16- Ter um amigo de infância (isso sempre acontece nos filmes!).
17- Ir passar férias na casa da avó e conhecer o vizinho! (Vovô e Vovó também, desta vez do outro lado da família).
Resumindo, quando você menos espera, acontece. Não dá pra prever quando nem onde. E se desse, qual seria a graça?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Universo Paralelo
Eu tenho a teoria de que existe um universo paralelo. Um universo pra onde vai tudo aquilo que perdemos. Não só objetos, como o meu vestido rosa, o meu livro "As boas mulheres da China" e o meu óculos escuro, mas todos os sonhos que temos e não lembramos, todas as vontades frustradas, todos aqueles sorrisos, olhares e palavras que ficaram no ar. Tudo aquilo que podia ter sido e não foi, todos aqueles segundos que antecedem o não agir, o não falar, o não medir. Todo o tempo que ficamos na dúvida, todas as situações em que deveríamos ter dito e não dissemos, o tempo que passou e o que ainda não passou. E eu tenho esta teoria pois já passei por momentos em que o universo paralelo se abriu de maneira tão clara que só podia ser real. Mesmo que por poucos segundos, senti que tudo podia ser diferente e que eu poderia mudar, não só os momentos que já passaram, mas aqueles que ainda estão por vir.
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